Terezinha de Jesus

outubro 3, 2011
Respira o presente. Toca o ar desrevelado. Assoalho. O próximo passo. Não se invade a calma ou qualquer resquício de sobriedade. É quando o copo enche a boca e traga o mar pelas Narinas, um suspiro incandescente e uma pausa inebriada. Se estouram migalhas nos ouvidos. Se fartam as mágoas caseiras. Já se construíam perdoados os que apontam o dedo a frente… E a cara… E os olhos. Caminhos cruzados e perdas. Perdidas as rotas que dão direto ao chão. Cabeças vão rolar, dedos descerão e sob o mar há de ser eu inteiro, quebrado. Nascido e recriado. Construído em finas cascas tirando a fala e ‘eu’- Lírico. Ah, como era bom parar. Por mísera falta, migalhas que faltam. Fartura da falta. Demasiado… Desmaio. Hibridismo enchendo o vazio que não se mistura. A culpa. A falta. Abre-se a boca, abre-se o peito. Sangue corre. Ainda que parado, coagulado. De encontro ao chão Subterrâneo, abaixo da terra, das mentes. do ser. Do eu. Dose que não enche. Gole que não embriaga. Aqui jaz aquele que se esqueceu e se entregou. entregar-se… Tragar-se. Perder-se. A inconsciência e a falta que faz. A incosistência de sí. O corpo que não obedece. Maleducado o que foge da forca. A base do milho… No chão. Contato. Segundos. Pontos. Vazios. Calma. Raiva. Perda. Se os pontos não te acertam. E se não te marcam? Bingo! De encontro a falta, desnivelada. Abaixo. baixo. Cascalhos, agulhas. Perdas. Cascas externas caridosas. Que nos fazemos. A boca que não mastiga. A boca que não diz. A boca que engole. Empurra e urra. Guél’adetro. O que não solta. A que prende. Arrepende. Grito. Calma. Vazios preenchidos. Avessos abertos. Fratura exposta. Alma a mostra. A falta que faz. Sorte. Azar. Ponto. 3. Tremelique. Os que o dão. Os que o salvam. 3. cavalheiro. A mão que se doa. A mão que bofeteá. O que não se salva e culpa o céu. A mais forte. A menos fraca. No fim. Não tem… Fim. Nem preparo. Nem.. Nada. Só… Os destinatários sem endereços. Pausa.

Veja-se

agosto 28, 2011


Se você nasceu torto ou com quatro olhos, culpe o destino

 Se você tem AIDS ou catapora, culpe o governo

 Se você é feio ou passa fome, culpe o sistema

 Mas se você _ _ _ _ _ _ _ _ _, culpe a si mesmo.



A Verdade em P&B

agosto 24, 2011

Sabe quem eu condeno?

Aqueles que disseram que o caminho seria fácil.

Bem-aventurados os Bons de Coração

agosto 19, 2011

Que morram então os que não sabem voar

Os que não têm o direito de perder nem de errar

No chão se encontram, no chão se perdem

No chão se despedem e vão com o vento

Asas fechadas, cada passada é um passo lento

Um passo em falso, um tropeço em si.

Que morram então os bem-aventurados

A puta, o padre e o injuriado

Que sofram e digam que não

Que percam e errem sem nenhum perdão

Felizes os que têm fome e sede de justiça

Felizes os que não perdem nenhuma isca

Que atire a primeira pedra quem nunca pecou

Que atire a segunda o primeiro que se calou

Pincelado a Discórdia

agosto 19, 2011

Como borrão que somos e borrões que vemos

A abstração não é nada mais que nós borrados.

Tratado de Paz [2]

julho 20, 2011

Minhas sinceras desculpas. Eu os amo muito, mas enquanto eu me perdia, eu os perdi também.

Tratado de Paz

julho 17, 2011

Minhas sinceras desculpas pra aqueles que olham no fundo dos meus olhos tentando me achar.

Contra Mão

julho 17, 2011

Ontem mesmo eu te vi, do outro lado da rua. Queria ter gritado seu nome, pra ver se você me olhava. Queria te ver de perto, te tocar, lembrar de como era bom e macio aquele seu toque leve que ia passeando pelo meu corpo. Queria olhar pra você e que você olhasse pra mim, mesmo que fosse pra dizer que eu fico péssimo com esse corte de cabelo, mesmo que fosse pra me dar um tapa certeiro na cara e me deixar com uma marca maior ainda de humilhação.  Queria ter atravessado a rua gritando que te amava, fazendo o trânsito inteiro parar pra ver a gente se beijando naquele reencontro. Queria pelo menos que você tivesse olhado pra mim, nem que fosse daquela distância mesmo. Eu te olhei durante os quarenta minutos que você esperou no lado direito do banco, tentando roubar alguma coisa de você, tentando achar o meu cheiro naquele cabelo brilhante e um pouco oleoso, tentando achar alguma marca da minha boca naquele seu pescoço sujo. Tentando qualquer coisa, tentando só olhar sem me desviar pra nenhuma lembrança.

Você me ignorou, durante quarenta minutos, você conseguiu ficar sem olhar pro outro lado da rua. Durante quarenta minutos você conseguiu toda a concentração mesquinha da sua vida.  Você chegou, sentou e esperou. Como se esperar implicasse em só uma ação vaga e imóvel, olhando pro fim da pista procurando um letreiro ambulante. Durante quarenta minutos você conseguiu me prender e durante todo esse tempo você conseguiu me ignorar, durante todo esse tempo você conseguiu ignorar o mundo, como se só houvesse você num raio de anos luzes. Mas tudo bem, de uns tempos pra cá eu resolvi te odiar: VACA!





Reino Animalia Filo Arthropoda Classe Insecta Ordem Diptera Subordem Nematocera Família Psychodidae Gênero Psychida Telmatoscopus Albi

julho 12, 2011

Mosquitos de banheiro

Um erro da evolução

Sobre Ter

julho 2, 2011

Dinheiro, Doenças, Bens

Quando se tem se cura, quando se cura se perde.


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