O Que Será de Mim

outubro 18, 2012

Quando me tornei esse bêbado de rua que canta sem esperar o Sol

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Amar

setembro 24, 2012

Eu já sei!

O Sei Bem

setembro 21, 2012

Sei, de quando me olham, de quando me riem.

Sei, de quando me pisam, de quando me mentem.

Sei, de quando me apontam.

Afrontam – Dentes, pestes, pesos, dedos (médios), passos, dardos, damas, partos.

O sei bem

Sei, de quando me olho, de quando me rio.

Sei, de quando me piso, de quando me minto.

Sei, de quando me aponto.

” “

setembro 21, 2012

– Quem ousou te ferir? – gritou o Gigante. – Dize-me, para que eu possa tomar de minha grande espada para matá-lo.

– Não – respondeu o menino -, pois essas são as feridas do Amor.

A Paixão Segundo JV

setembro 21, 2012

Se mentes – Mentis

setembro 21, 2012

As vezes era assim de súbito e explosão, elas iam, iam e iam, sem olhar pra trás, sem dizer adeus, ignorando pronomes, verbos e desavenças. Elas iam. E eles iam junto, para outros lados, podando novas raízes, quebrando todos os galhos que já tinham nascido. A casca de todos já nem existia, nem a pele. E se olhavam e entreolhavam, e entrevãos, entravam… Pisando em ovos, com todo o cuidado que podiam ter crianças asmáticas. Até que o ovo se rompesse, até que nascesse uma nova. Elas iam, ignorando verbos, sem compaixão. Tremiam, em suas bases, em suas veias. E olhavam o horizonte, fingindo. Fingindo ver o final do mundo, a dobra que o universo faz quando a linha do tempo se rompe. E iam, com as vendas sobre os olhos, numa marcha nupcial de seus próprios devaneios, rituais, venenos. De olhos fechados, de somente olhos, e sem nenhum. Nenhum que pudesse enxergar. Repetia-se sempre a mesma queda, o mesmo precipício, sempre que não se acabava na hora certa. Iam. Iam. Iam. Sem avisar quando acaba

Cerrados

setembro 19, 2012

Abre a boca e fecha os olhos.

accord’ accord’ accord’ accord’ accord’ accord’

setembro 19, 2012

Já é madrugada, nas prateleiras, no fundo dos sapatos, principalmente nas pálpebras que palpitam por excesso de cafeína. Já é noite, nas olheiras, nas orelhas, nos ouvidos calados. Já era quando se foram, já eram enquanto estavam, já são cinco da manhã. Já vai tarde

Out

setembro 17, 2012

Outono

Outubro

Outrora

Desafinado

setembro 17, 2012

A sim ele gemia, a cima de um outro que diante e distante não o podia mais suportar, segurar.  Eu escutava os gritos, da casa ao lado, do quarto vazio. Eu escutava até quando era silencio. Olhando pras próprias mãos que já não eram mais capazes, cada linha que pulsava uma mudança.  Assim ele gemia, e o ranger da cama, e os gritos. Mudos. Era silencio, e ensurdecia.